terça-feira, 1 de setembro de 2009

Livros de graça!

Livros gratuitos!!!
Eles já se encontram sobre dominio público e sendo assim, você pode baixar ou imprimir verdadeiros classicos da literatura mundial.
É só clicar no título para ler ou imprimir.
1. A Divina Comédia -Dante Alighieri
2. A Comédia dos Erros -William Shakespeare
3. Poemas de Fernando Pessoa -Fernando Pessoa
4. Dom Casmurro -Machado de Assis
5. Cancioneiro -Fernando Pessoa
6. Romeu e Julieta -William Shakespeare
7. A Cartomante -Machado de Assis
8. Mensagem -Fernando Pessoa
9. A Carteira -Machado de Assis
10. A Megera Domada -William Shakespeare
11. A Tragédia de Hamlet, Príncipe da Dinamarca -William Shakespeare
12. Sonho de Uma Noite de Verão -William Shakespeare
13. O Eu profundo e os outros Eus. -Fernando Pessoa
14. Dom Casmurro -Machado de Assis
15. Do Livro do Desassossego -Fernando Pessoa
16. Poesias Inéditas -Fernando Pessoa
17. Tudo Bem Quando Termina Bem -William Shakespeare
18. A Carta -Pero Vaz de Caminha
19. A Igreja do Diabo -Machado de Assis
20. Macbeth -William Shakespeare
21. Este mundo da injustiça globalizada -José Saramago
22. A Tempestade -William Shakespeare
23. O pastor amoroso -Fernando Pessoa
24. A Cidade e as Serras -José Maria Eça de Queirós
25. Livro do Desassossego -Fernando Pessoa
26. A Carta de Pero Vaz de Caminha -Pero Vaz de Caminha
27. O Guardador de Rebanhos -Fernando Pessoa
28. O Mercador de Veneza -William Shakespeare
29. A Esfinge sem Segredo -Oscar Wilde
30. Trabalhos de Amor Perdidos -William Shakespeare
31. Memórias Póstumas de Brás Cubas -Machado de Assis
32. A Mão e a Luva -Machado de Assis
33. Arte Poética -Aristóteles
34. Conto de Inverno -William Shakespeare
35. Otelo, O Mouro de Veneza -William Shakespeare
36. Antônio e Cleópatra -William Shakespeare
37. Os Lusíadas -Luís Vaz de Camões
38. A Metamorfose -Franz Kafka
39. A Cartomante -Machado de Assis
40. Rei Lear -William Shakespeare
41. A Causa Secreta -Machado de Assis
42. Poemas Traduzidos -Fernando Pessoa
43. Muito Barulho Por Nada -William Shakespeare
44. Júlio César -William Shakespeare
45. Auto da Barca do Inferno -Gil Vicente
46. Poemas de Álvaro de Campos -Fernando Pessoa
47. Cancioneiro -Fernando Pessoa
48. Catálogo de Autores Brasileiros com a Obra em Domínio Público -Fundação Biblioteca Nacional
49. A Ela -Machado de Assis
50. O Banqueiro Anarquista -Fernando Pessoa
51. Dom Casmurro -Machado de Assis
52. A Dama das Camélias -Alexandre Dumas Filho
53. Poemas de Álvaro de Campos -Fernando Pessoa
54. Adão e Eva -Machado de Assis
55. A Moreninha -Joaquim Manuel de Macedo
56. A Chinela Turca -Machado de Assis
57. As Alegres Senhoras de Windsor -William Shakespeare
58. Poemas Selecionados -Florbela Espanca
59. As Vítimas-Algozes -Joaquim Manuel de Macedo
60. Iracema -José de Alencar
61. A Mão e a Luva -Machado de Assis
62. Ricardo III -William Shakespeare
63. O Alienista -Machado de Assis
64. Poemas Inconjuntos -Fernando Pessoa
65. A Volta ao Mundo em 80 Dias -Júlio Verne
66. A Carteira -Machado de Assis
67. Primeiro Fausto -Fernando Pessoa
68. Senhora -José de Alencar
69. A Escrava Isaura -Bernardo Guimarães
70. Memórias Póstumas de Brás Cubas -Machado de Assis
71. A Mensageira das Violetas -Florbela Espanca
72. Sonetos -Luís Vaz de Camões
73. Eu e Outras Poesias -Augusto dos Anjos
74. Fausto -Johann Wolfgang von Goethe
75. Iracema -José de Alencar
76. Poemas de Ricardo Reis -Fernando Pessoa
77. Os Maias -José Maria Eça de Queirós
78. O Guarani -José de Alencar
79. A Mulher de Preto -Machado de Assis
80. A Desobediência Civil -Henry David Thoreau
81. A Alma Encantadora das Ruas -João do Rio
82. A Pianista -Machado de Assis
83. Poemas em Inglês -Fernando Pessoa
84. A Igreja do Diabo -Machado de Assis
85. A Herança -Machado de Assis
86. A chave -Machado de Assis
87. Eu -Augusto dos Anjos
88. As Primaveras -Casimiro de Abreu
89. A Desejada das Gentes -Machado de Assis
90. Poemas de Ricardo Reis -Fernando Pessoa
91. Quincas Borba -Machado de Assis
92. A Segunda Vida -Machado de Assis
93. Os Sertões -Euclides da Cunha
94. Poemas de Álvaro de Campos -Fernando Pessoa
95. O Alienista -Machado de Assis
96. Don Quixote. Vol. 1 -Miguel de Cervantes Saavedra
97. Medida Por Medida -William Shakespeare
98. Os Dois Cavalheiros de Verona -William Shakespeare
99. A Alma do Lázaro -José de Alencar
100. A Vida Eterna -Machado de Assis
101. A Causa Secreta -Machado de Assis
102. 14 de Julho na Roça -Raul Pompéia
103. Divina Comedia -Dante Alighieri
104. O Crime do Padre Amaro -José Maria Eça de Queirós
105. Coriolano -William Shakespeare
106. Astúcias de Marido -Machado de Assis
107. Senhora -José de Alencar
108. Auto da Barca do Inferno -Gil Vicente
109. Noite na Taverna -Manuel Antônio Álvares de Azevedo
110. Memórias Póstumas de Brás Cubas -Machado de Assis
111. A 'Não-me-toques' ! -Artur Azevedo
112. Os Maias -José Maria Eça de Queirós
113. Obras Seletas -Rui Barbosa
114. A Mão e a Luva -Machado de Assis
115. Amor de Perdição -Camilo Castelo Branco
116. Aurora sem Dia -Machado de Assis
117. Édipo-Rei -Sófocles
118. O Abolicionismo -Joaquim Nabuco
119. Pai Contra Mãe -Machado de Assis
120. O Cortiço -Aluísio de Azevedo
121. Tito Andrônico -William Shakespeare
122. Adão e Eva -Machado de Assis
123. Os Sertões -Euclides da Cunha
124. Esaú e Jacó -Machado de Assis
125. Don Quixote -Miguel de Cervantes
126. Camões -Joaquim Nabuco
127. Antes que Cases -Machado de Assis
128. A melhor das noivas -Machado de Assis
129. Livro de Mágoas -Florbela Espanca
130. O Cortiço -Aluísio de Azevedo
131. A Relíquia -José Maria Eça de Queirós
132. Helena -Machado de Assis
133. Contos -José Maria Eça de Queirós
134. A Sereníssima República -Machado de Assis
135. Iliada -Homero
136. Amor de Perdição -Camilo Castelo Branco
137. A Brasileira de Prazins -Camilo Castelo Branco
138. Os Lusíadas -Luís Vaz de Camões
139. Sonetos e Outros Poemas -Manuel Maria de Barbosa du Bocage
140. Ficções do interlúdio: para além do outro oceano de Coelho Pacheco. -Fernando Pessoa
141. Anedota Pecuniária -Machado de Assis
142. A Carne -Júlio Ribeiro
143. O Primo Basílio -José Maria Eça de Queirós
144. Don Quijote -Miguel de Cervantes
145. A Volta ao Mundo em Oitenta Dias -Júlio Verne
146. A Semana -Machado de Assis
147. A viúva Sobral -Machado de Assis
148. A Princesa de Babilônia -Voltaire
149. O Navio Negreiro -Antônio Frederico de Castro Alves
150. Catálogo de Publicações da Biblioteca Nacional -Fundação Biblioteca Nacional
151. Papéis Avulsos -Machado de Assis
152. Eterna Mágoa -Augusto dos Anjos
153. Cartas D'Amor -José Maria Eça de Queirós
154. O Crime do Padre Amaro -José Maria Eça de Queirós
155. Anedota do Cabriolet -Machado de Assis
156. Canção do Exílio -Antônio Gonçalves Dias
157. A Desejada das Gentes -Machado de Assis
158. A Dama das Camélias -Alexandre Dumas Filho
159. Don Quixote. Vol. 2 -Miguel de Cervantes Saavedra
160. Almas Agradecidas -Machado de Assis
161. Cartas D'Amor - O Efêmero Feminino -José Maria Eça de Queirós
162. Contos Fluminenses -Machado de Assis
163. Odisséia -Homero
164. Quincas Borba -Machado de Assis
165. A Mulher de Preto -Machado de Assis
166. Balas de Estalo -Machado de Assis
167. A Senhora do Galvão -Machado de Assis
168. O Primo Basílio -José Maria Eça de Queirós
169. A Inglezinha Barcelos -Machado de Assis
170. Capítulos de História Colonial (1500-1800) -João Capistrano de Abreu
171. CHARNECA EM FLOR -Florbela Espanca
172. Cinco Minutos -José de Alencar
173. Memórias de um Sargento de Milícias -Manuel Antônio de Almeida
174. Lucíola -José de Alencar
175. A Parasita Azul -Machado de Assis
176. A Viuvinha -José de Alencar
177. Utopia -Thomas Morus
178. Missa do Galo -Machado de Assis
179. Espumas Flutuantes -Antônio Frederico de Castro Alves
180. História da Literatura Brasileira: Fatores da Literatura Brasileira -Sílvio Romero
181. Hamlet -William Shakespeare
182. A Ama-Seca -Artur Azevedo
183. O Espelho -Machado de Assis
184. Helena -Machado de Assis
185. As Academias de Sião -Machado de Assis
186. A Carne -Júlio Ribeiro
187. A Ilustre Casa de Ramires -José Maria Eça de Queirós
188. Como e Por Que Sou Romancista -José de Alencar
189. Antes da Missa -Machado de Assis
190. A Alma Encantadora das Ruas -João do Rio
191. A Carta -Pero Vaz de Caminha
192. LIVRO DE SÓROR SAUDADE -Florbela Espanca
193. A mulher Pálida -Machado de Assis
194. Americanas -Machado de Assis
195. Cândido -Voltaire
196. Viagens de Gulliver -Jonathan Swift
197. El Arte de la Guerra -Sun Tzu
198. Conto de Escola -Machado de Assis
199. Redondilhas -Luís Vaz de Camões
200. Iluminuras -Arthur Rimbaud
201. Schopenhauer -Thomas Mann
202. Carolina -Casimiro de Abreu
203. A esfinge sem segredo -Oscar Wilde
204. Carta de Pero Vaz de Caminha. -Pero Vaz de Caminha
205. Memorial de Aires -Machado de Assis
206. Triste Fim de Policarpo Quaresma -Afonso Henriques de Lima Barreto
207. A última receita -Machado de Assis
208. 7 Canções -Salomão Rovedo
209. Antologia -Antero de Quental
210. O Alienista -Machado de Assis
211. Outras Poesias -Augusto dos Anjos
212. Alma Inquieta -Olavo Bilac
213. A Dança dos Ossos -Bernardo Guimarães
214. A Semana -Machado de Assis
215. Diário Íntimo -Afonso Henriques de Lima Barreto
216. A Casadinha de Fresco -Artur Azevedo
217. Esaú e Jacó -Machado de Assis
218. Canções e Elegias -Luís Vaz de Camões
219. História da Literatura Brasileira -José Veríssimo Dias de Matos
220. A mágoa do Infeliz Cosme -Machado de Assis
221. Seleção de Obras Poéticas -Gregório de Matos
222. Contos de Lima Barreto -Afonso Henriques de Lima Barreto
223. Farsa de Inês Pereira -Gil Vicente
224. A Condessa Vésper -Aluísio de Azevedo
225. Confissões de uma Viúva -Machado de Assis
226. As Bodas de Luís Duarte -Machado de Assis
227. O LIVRO D'ELE -Florbela Espanca
228. O Navio Negreiro -Antônio Frederico de Castro Alves
229. A Moreninha -Joaquim Manuel de Macedo
230. Lira dos Vinte Anos -Manuel Antônio Álvares de Azevedo
231. A Orgia dos Duendes -Bernardo Guimarães
232. Kamasutra -Mallanâga Vâtsyâyana
233. Triste Fim de Policarpo Quaresma -Afonso Henriques de Lima Barreto
234. A Bela Madame Vargas -João do Rio
235. Uma Estação no Inferno -Arthur Rimbaud
236. Cinco Mulheres -Machado de Assis
237. A Confissão de Lúcio -Mário de Sá-Carneiro
238. O Cortiço -Aluísio Azevedo
239. RELIQUIAE -Florbela Espanca
240. Minha formação -Joaquim Nabuco
241. A Conselho do Marido -Artur Azevedo
242. Auto da Alma -Gil Vicente
243. 345 -Artur Azevedo
244. O Dicionário -Machado de Assis
245. Contos Gauchescos -João Simões Lopes Neto
246. A idéia do Ezequiel Maia -Machado de Assis
247. AMOR COM AMOR SE PAGA -França Júnior
248. Cinco minutos -José de Alencar
249. Lucíola -José de Alencar
250. Aos Vinte Anos -Aluísio de Azevedo
251. A Poesia Interminável -João da Cruz e Sousa
252. A Alegria da Revolução -Ken Knab
253. O Ateneu -Raul Pompéia
254. O Homem que Sabia Javanês e Outros Contos -Afonso Henriques de Lima Barreto
255. Ayres e Vergueiro -Machado de Assis
256. A Campanha Abolicionista -José Carlos do Patrocínio
257. Noite de Almirante -Machado de Assis
258. O Sertanejo -José de Alencar
259. A Conquista -Coelho Neto
260. Casa Velha -Machado de Assis
261. O Enfermeiro -Machado de Assis
262. O Livro de Cesário Verde -José Joaquim Cesário Verde
263. Casa de Pensão -Aluísio de Azevedo
264. A Luneta Mágica -Joaquim Manuel de Macedo
265. Poemas -Safo
266. A Viuvinha -José de Alencar
267. Coisas que Só Eu Sei -Camilo Castelo Branco
268. Contos para Velhos -Olavo Bilac
269. Ulysses -James Joyce
270. 13 Oktobro 1582 -Luiz Ferreira Portella Filho
271. Cícero -Plutarco
272. Espumas Flutuantes -Antônio Frederico de Castro Alves
273. Confissões de uma Viúva Moça -Machado de Assis
274. As Religiões no Rio -João do Rio
275. Várias Histórias -Machado de Assis
276. A Arrábida -Vania Ribas Ulbricht
277. Bons Dias -Machado de Assis
278. O Elixir da Longa Vida -Honoré de Balzac
279. A Capital Federal -Artur Azevedo
280. A Escrava Isaura -Bernardo Guimarães
281. As Forças Caudinas -Machado de Assis
282. Coração, Cabeça e Estômago -Camilo Castelo Branco
283. Balas de Estalo -Machado de Assis
284. AS VIAGENS -Olavo Bilac
285. Antigonas -Sofócles
286. A Dívida -Artur Azevedo
287. Sermão da Sexagésima -Pe. Antônio Vieira
288. Uns Braços -Machado de Assis
289. Ubirajara -José de Alencar
290. Poética -Aristóteles
291. Bom Crioulo -Adolfo Ferreira Caminha
292. A Cruz Mutilada -Vania Ribas Ulbricht
293. Antes da Rocha Tapéia -Machado de Assis
294. Poemas Irônicos, Venenosos e Sarcásticos -Manuel Antônio Álvares de Azevedo
295. Histórias da Meia-Noite -Machado de Assis
296. Via-Láctea -Olavo Bilac
297. O Mulato -Aluísio de Azevedo
298. O Primo Basílio -José Maria Eça de Queirós
299. Os Escravos -Antônio Frederico de Castro Alves
300. A Pata da Gazela -José de Alencar
301. BRÁS, BEXIGA E BARRA FUNDA -Alcântara Machado
302. Vozes d'África -Antônio Frederico de Castro Alves
303. Memórias de um Sargento de Milícias -Manuel Antônio de Almeida
304. O que é o Casamento? -José de Alencar
305. A Harpa do Crente -Vania Ribas Ulbricht

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Se fosse sua filha voce reenviaria ..

Olá!
Meu nome é Jean e sou pai da PIETRA. Esta menina que aparece na foto. Estou escrevendo para solicitar sua ajuda, pois ela esta desaparecida desde o dia 28/11/08.
Por favor não retorne...nem apague... passe adiante!!! Peço pelo amor de DEUS que se você tiver qualquer informação sobre ela me avise.
Repassem este pedido para o maior numero de pessoas possível e caso tenham alguma informação, por favor entrem em contato comigo.
Muito obrigado Jean
E-mail: jeanneves@terra.com.br Cel (47)8413-443

Pizzaria braziliense I

Fonte: Site do Senado

"Eu não tenho como dizer não ao presidente". Foi assim que o senador Aloizio Mercadante (PT-SP) justificou sua decisão de permanecer na Liderança do PT. O senador disse ter conversado com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, por mais de cinco horas na noite de quinta-feira (20) e que recebeu na manhã desta sexta-feira (21) carta em que Lula pede, "em nome da história e da caminhada conjunta há 30 anos", como "velho amigo e sempre companheiro", que o senador fique como líder do partido na Casa. Na carta, Lula afirma que Mercadante tem todo o seu apoio e o dos senadores e senadoras do partido.

Mercadante pediu desculpas à sua família, que queria sua saída por considerar muito alto custo que ele estava pagando por permanecer como líder, e também a alguns companheiros que esperavam que ele deixasse o cargo, e disse que ficaria por que Lula mais uma vez o deixava em situação em que não poderia dizer não. Afirmou também ter convicção de que se trata de um sacrifício ajudar a mudar a vida de milhões de pessoas por meio das ações que o governo do PT vem realizando.

- Essa Casa errou, meu governo errou, meu partido errou, nós erramos porque essa não é uma solução que o Brasil espera e precisa. Só espero que a gente aprenda com esses erros e sejamos capazes de construir novas descobertas - disse o senador, referindo-se à decisão do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar de arquivar as representações e denúncias contra o presidente do Senado, José Sarney.

Mercadante disse ter reconhecido que perdeu uma certa condição de interlocução política na Casa, com o presidente Sarney, por exemplo, o que o fez dizer que renunciaria à liderança. No entanto, frisou, levou em consideração apoio que recebeu de integrantes da bancada, de lideranças inclusive da oposição e de quadros do PT, como o presidente Ricardo Berzoini e a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff.

Desilusão política

O senador iniciou o discurso no Plenário se dizendo mobilizado por um sentimento de desilusão e descrença política que não era somente seu, mas "da maioria do povo brasileiro", motivado pela decisão do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar de não aprofundar a investigação sobre nenhuma das denúncias surgidas na Casa.

Ele também se disse frustrado como líder de bancada que lutou com todos os instrumentos para construir uma alternativa à crise do Senado, sem aceitar o "caminho fácil da condenação sem defesa, do prejulgamento e do tribunal de exceção", porque considera que esse não é o caminho da democracia.

Lembrou também que a função constitucional do Parlamento é preservar os direitos e garantias individuais e que isso não acontece sem o direito de defesa. Por isso, continuou ele, a bancada sustentou que o melhor era a licença do presidente do Senado do cargo, para que as denúncias relativas à instituição fossem apuradas.

Conforme destacou Mercadante, os atos secretos violam o artigo 37 da Constituição, que trata do princípio da publicidade e da transparência, e, por isso, ponderou ele, seria necessário aprofundar a investigação sobre o assunto. Tal aprofundamento, disse, deveria ser feito sem considerar o presidente Sarney como o único responsável por irregularidades, apesar de seu papel devido ao fato de estar no terceiro mandato como presidente da Casa.

Mercadante disse reconhecer a importância do Senado para a República e para o equilíbrio federativo, mas ressaltou que a instituição acumulou vícios inaceitáveis nesses 183 anos de existência, e que a solução desse problema é uma pauta sobre a qual todos os senadores devem se debruçar.

Ao final do pronunciamento, Mercadante recebeu o apoio do senador Augusto Botelho (PT-RR), que disse estar falando também em nome dos senadores petistas Tião Viana (AC) e Eduardo Suplicy (SP). No início da sessão, Augusto Botelho havia anunciado que, ao contrário do que havia sido publicado pela imprensa, não deixaria o PT.

...se quem com porco se mistura, farelo come. O nobre Sr. Mercadante é agora um legitimo representante da "pizzaria" cujo atual gerente, o Sr. Luiz Inácio dirige.

Leia agora a integra do discurso de Mercadante:

O SR. ALOIZIO MERCADANTE (Bloco/PT – SP. Como Líder. Sem revisão do orador.) – Presidente Mão Santa, Srs. Senadores, em uma sexta-feira, que geralmente é um dia de plenário vazio, eu venho para fazer um pronunciamento difícil e muito importante na minha história.
Subo a esta tribuna com um sentimento que não é só meu. Acho que é o sentimento da maioria do povo brasileiro, que, neste momento, em relação ao Senado Federal, sente desilusão, sente, eu diria, descrença política. Esse não é um sentimento qualquer, é um sentimento sobre o qual temos de nos debruçar, é um sentimento que temos de compreender e reconhecer para buscar respostas para este cenário. Esse sentimento ficou muito consolidado a partir da decisão do Conselho de Ética de não aprofundar nenhuma investigação em relação a tantas denúncias que nós tivemos neste período.
Eu subo a esta tribuna com um sentimento a mais: o sentimento da frustração, a frustração de um homem público e do líder de uma bancada que lutou, e eu lutei com todos os instrumentos e com a força que tinha para construir um caminho alternativo a esta crise do Senado.
Nunca aceitei o caminho fácil da condenação sem defesa, do pré-julgamento, do tribunal de exceção, porque esse não é o caminho da democracia, ainda que seja mais fácil do ponto de vista eleitoral – sempre é mais fácil.
Como dizia Tocqueville, a função fundamental do Parlamento é preservar as garantias e os direitos individuais seja de quem for. E não há garantia de direitos sem o devido processo, sem o direito de defesa e sem a apuração rigorosa das denúncias.
Disse, e a minha bancada sustentou, que o melhor caminho era a licença do Presidente Sarney, uma licença voluntária – num gesto de grandeza para preservar o Senado – e uma apuração rigorosa, especialmente daquilo que diz respeito ao Senado, que é a nossa maior responsabilidade. Quanto às denúncias que estão fora desta Casa, o Procurador-Geral da República já disse: “Não há indícios para abrir uma investigação sobre o Senador José Sarney”. Ora, se o Procurador-Geral da República, que está acompanhando todas essas denuncias e coordenando esse processo, faz essa afirmação em público, o Senado, evidentemente, tem de aguardar a conclusão dessas investigações. No entanto, os atos secretos violam o art. 37 da Constituição, o princípio da transparência e da publicidade.
O compromisso primeiro desta Casa é o respeito aos preceitos constitucionais. Nós tínhamos de nos debruçar sobre essa questão e não nos enveredar pelo caminho fácil de que o único responsável é o Presidente José Sarney, ainda que ele tenha uma grande responsabilidade, já que é o seu terceiro mandato como Presidente desta Casa, e há mais de catorze anos isso vinha acontecendo. A apuração, a transparência e o rigor nessa matéria eram o caminho para o Senado ir a fundo em suas entranhas e se reformar profundamente como instituição.
É evidente que o Senado é fundamental para a República. É só olhar para a história do Brasil: em 183 anos, nós não seríamos o que somos como nação se não houvesse aqui algum equilíbrio entre os Estados mais pobres e os Estados mais ricos, como o meu Estado. O Senado permite que haja equilíbrio entre os pequenos Estados, os pobres Estados da Federação, e os Estados ricos; permite que se mantenha o equilíbrio neste País.
Mas o Senado, depois de 183 anos, acumulou vícios inaceitáveis para um país que se modernizou, para uma cidadania que se fortaleceu, um país que quer menos desperdício, mais rigor com o gasto público, mais austeridade, mais transparência, mais controle social. Essa é uma pauta de que não vamos escapar e da qual não temos o direito de escapar, porque nós temos de deixar esta Legislatura com um Senado reformado profundamente, modernizado, novo, para que passemos, seja para quem vier, um Brasil melhor, e esta Casa possa contribuir com a Nação.
Depois da decisão do Conselho de Ética, fiz uma breve reunião com a minha bancada e disse a eles que o meu sentimento mais profundo, a minha vontade naquele momento era a de deixar a Liderança. Disse isso pelo fato de não termos tido força para construir um caminho alternativo. Esbarramos na maior bancada do Senado, que é o PMDB, que teve um papel fundamental nesse processo. Esbarramos, infelizmente, no apoio que o meu Governo e a direção do meu partido deram a essa resposta que foi dada e que não era a posição da nossa bancada, não foi nunca a minha posição.
Conversei com o Governo e conversei com o partido ao longo desse processo para pedir apoio para o caminho equilibrado e responsável de uma apuração que não fosse simplesmente um objeto do interesse político-eleitoral da oposição, o que evidentemente existiu em tudo isso.
O alvo sempre foi o PT, o alvo é o Presidente Lula, porque há uma disputa maior no ano que vem. Mas o que acontece no Senado não é só um problema de disputa eleitoral. E aí, como Senador, cada um de nós tem uma responsabilidade específica que nós não podemos deixar de considerar.
A bancada, o Senador Tião Viana; o Senador Paulo Paim; o Senador Suplicy, que adiou inclusive a ida dele para São Paulo para estar aqui hoje, e eu não consegui chegar mais cedo – agradeço muito toda a atitude que ele teve ao longo de todo esse processo –; o nosso Senador Augusto Botelho – está aqui, agradeço, também adiou a sua ida para poder estar aqui hoje, nesta manhã –; Senadores todos da nossa bancada, como a Senadora Fátima Cleide, que me ligou – não foi à reunião, mas me deu apoio e solidariedade –; os Senadores todos que estiveram ali, a Senadora Serys, o Senador João Pedro, que foi à reunião, todos os que estavam lá falaram: “Mercadante, não é esse o caminho, você tem de ficar com a bancada, você tem de continuar na Liderança”.
Expressaram isso publicamente e pediram, com muita sinceridade, que eu ficasse, especialmente num momento muito difícil para a própria bancada, porque a Marina não é um quadro qualquer. A Marina tem uma história de trinta anos comigo neste partido, e ela representa uma agenda importante para o Brasil, uma agenda que eu queria dentro do meu partido, porque ela existe dentro do meu partido. Ela, porém, escolheu o caminho de fazer uma disputa eleitoral em cima de compromissos que ela sempre teve.
O Senador Flávio Arns, que veio para o PT na última eleição e que contribuiu na nossa bancada – mesmo com as diferenças que nós possamos ter tido, contribuiu com a nossa bancada ao longo desse período –, também, nesse episódio, encontrou o caminho para deixar o PT.
Deixar o PT nunca passou pelo meu coração nem pela minha cabeça. Eu sou petista antes de o PT existir. Quando estávamos no Colégio Sion, em 1980, eu estava ali. Éramos um grupo muito pequeno de brasileiros e de brasileiras, de sindicalistas, de uma esquerda que tinha resistido à ditadura, de lideranças de base das igrejas, de intelectuais que tinham sido exilados e resistido, como Florestan Fernandes, Paulo Freire e tantos que passaram pela nossa caminhada. Estávamos ali com lideranças como Chico Mendes, alguns que foram assassinados pelos valores que defenderam ao longo da história, construindo uma utopia. Ali, naquele momento da história, ninguém foi para o PT para ter um cargo, muito menos imaginando ter um mandato. Nós fomos por um compromisso com o Brasil, um compromisso muito profundo de vida que, para muitos de nós, custou muito. Não foi fácil chegar onde nós chegamos e percorrer o caminho que percorremos.
Eu estou desde a primeira hora, fiz todas as campanhas do Presidente Lula. Em 1982, eu andei com ele pelo Estado de São Paulo inteiro. Em 86, eu coordenei a campanha dele, era um dos coordenadores de sua campanha para Deputado Federal, quando ele foi o candidato mais votado. Fiquei sete anos para fundar a CUT e construir uma central sindical e nunca imaginei disputar uma eleição. Nunca tive isso como meta na minha vida. Meu compromisso não era esse. Eu era um professor, economista, que tinha um compromisso com o Brasil.
Na campanha de 1989, quando andei pelo Brasil todo com o Presidente Lula, eu ganhei uma visibilidade que não esperava. Eu tinha ganhado uma bolsa de estudos para estudar fora do Brasil, para estudar a integração europeia, a União Europeia, que eu achava que era o caminho para a América do Sul. Não fui. Não fui, porque, em 1988, o Presidente Lula pediu para eu ficar para a campanha e, quando terminou a campanha, ele falou: “Não, Mercadante, fica; ajuda a montar a minha campanha para Deputado Federal”. Eu fiquei; nós perdemos a eleição. Um mês depois, ele falou: “Eu não sou candidato; você tem de ser candidato”. A minha vida mudou totalmente de rumo e eu acolhi o pedido que ele tinha feito.
Depois que eu virei Deputado, pensei: “Bom, agora eu fiz o meu primeiro mandato, vou para o segundo”. Quando estava concluindo a campanha, o Presidente Lula pediu, no meio daquela crise da campanha: “Você vai ter de deixar o mandato de Deputado Federal, você tem de ser vice na minha chapa para a campanha presidencial”. Eu não pensei duas vezes, abri mão na hora. Sabia que era uma campanha muito difícil e tive orgulho de fazer o gesto que fiz.
Nunca estive neste partido por causa de cargo. Nunca. Foram muito bem recebidos os que vieram depois, quando estávamos no Governo, mas para quem começou desde a primeira hora isso nunca foi objetivo fundamental. O objetivo era mudar o Brasil, criar uma sociedade mais justa, distribuir a renda, reforçar a ética na política. Este era o caminho fundamental: os trabalhadores serem protagonistas da história.
Com toda essa história na cabeça, vendo a dificuldade da nossa bancada e do nosso partido neste momento e depois da conversa com a bancada, eu fui para a casa e enfrentei horas que não foram fáceis, não foram fáceis realmente. Meu sentimento no sentido de deixar a Liderança era muito profundo. Minha mulher, a Regina, meu filho Pedro, a Mariana, falaram: “Pai, chega de sacrifício. Você tem pagado um preço caro demais. Eu acho que você está certo, pai. Acho que você tem de estar mais com a gente, mais com você. Está ficando muito caro esse custo pessoal”.
O custo pessoal nesta hora é o custo político que nós estamos pagando por uma aliança, mas é um custo que não pode ser pago dessa forma, muito menos por um partido como o PT. Nós temos de preservar a aliança, mas temos de fazer uma discussão de fundo sobre os caminhos deste País, de combate ao patrimonialismo, ao nepotismo, de reforma das instituições, de transparência. Isso não pode se perder na governabilidade.
Disse à bancada que entendia ter perdido as condições de interlocução política nesta Casa – por exemplo, com o Presidente Sarney. É evidente, é muito mais difícil ser líder nessas condições, depois de uma crise como essa. A partir daí, depois da conversa com a minha família, eu não via alternativas e me dispus a vir à tribuna e renunciar.
Por obrigação histórica, liguei para algumas lideranças, para pessoas que respeito, de quem gosto e com as quais tinha obrigação de conversar. Muitos ligaram pra mim, vários Senadores, todos os líderes do bloco, como o Crivella e o Antonio Carlos Valadares, que disseram: “Mercadante, fica! Fica. Não saia”. Para minha grata surpresa, recebi apoio até de Lideranças da oposição, como o Senador Arthur Virgílio, que falou: “Reflita. Eu já fui líder de Governo. Você não pode sair. Não é essa a sua atitude”. O Sérgio Guerra mostrou também sua solidariedade.
Eu conversei com a Ministra Dilma, e ela disse que não concordava com a minha saída. Palocci ligou para mim. José Dirceu, com quem não falo há muito tempo, conversou na mesma direção. O Berzoini ligou e disse, publicamente, apesar de todas as diferenças que nós temos, em todo esse processo, que eu não deveria sair. O João Pedro tem ido à minha casa todos esses dias, pedindo para eu ficar. E a Ideli, que é uma companheira que tem compromisso muito forte com esse projeto, ligou-me dizendo: “Mercadante, você não pode fazer isso, você tem que conversar com o Lula”. E vários disseram: você tem que conversar com o Lula.
O Ministro Múcio ligou, pedindo para eu conversar e marcou uma conversa com o Presidente Lula. O Presidente Lula chegou ontem à noite, eu fui ao Palácio da Alvorada e nós ficamos cinco horas conversando. Cinco horas repassando – eu saí a uma hora da manhã, tivemos uma conversa franca, dura, sincera, profunda – toda essa história, tudo que nós fizemos, todo meu sentimento, que o Governo Lula é um grande êxito econômico. É um grande êxito!
Este mês a taxa desemprego do Brasil é menor do que há de um ano. Na maior crise econômica dos últimos 70 anos, este País está saindo na frente, pela competência do Governo, pela prudência, pela seriedade, que é reconhecida hoje pelos principais analistas de toda a economia mundial. Nós nunca enfrentamos uma crise desse tamanho, e nunca tivemos uma resposta tão competente, tão eficiente e tão rápida que mostra o projeto de futuro que este País tem e a herança que estamos deixando na área econômica.
Disse ao Presidente Lula que tinha orgulho de tudo que nós fizemos, de ver a melhoria da vida do povo, a distribuição de renda, programas como o Bolsa Família, salário mínimo, ProUni mudaram as condições sociais do Brasil, mudaram profundamente. Mas eu acho que nós temos cometido erros políticos e erros que o nosso partido...
O Lula vai terminar este Governo, eu tenho absoluta convicção, mesmo nesta crise está com 67% de ótimo e bom, como o mais popular Presidente da história, pelo menos documentada, do Brasil. Portanto, tudo que nós seremos depois depende dele e do Governo, mas o partido vai ficar para além do Lula.
Eu estava vendo a Valentina – agora ela está entrando ali –, no futuro dela eu quero estar lá com o meu partido construindo um Brasil diferente. Por isso, preservar o partido, cuidar do partido, rediscutir o papel do partido é um desafio fundamental. Num momento de grave crise política em 2005, 300 mil militantes do partido levantaram-se para defender a legenda, quando todo mundo dizia que nós estávamos derrotados. E, um ano depois, o Lula tinha 20 milhões de votos, vencendo as eleições.
Esse é o maior patrimônio que nós construímos. Milhares, centenas de milhares de trabalhadores, de lideranças estudantis, de jovens, de mulheres que constroem, acreditam nesse caminho. E é essa energia, essa militância que eu quero levantar, que eu quero mobilizar. Eu quero rediscutir o caminho do partido, porque nós não podemos cometer os erros que temos cometido.
O Presidente Lula me disse muita coisa que mexe com o meu coração, com a minha história e com a minha vida. Hoje de manhã, eu recebi uma carta dele que diz assim:

Brasília, 21 de agosto de 2009.
Meu companheiro Aloizio Mercadante,
Ontem à noite, tivemos uma longa e franca conversa, mais uma entre tantas nesses mais de trinta anos de companheirismo e amizade em comum. Você me expressou novamente, como tem feito publicamente, sua indignação com a situação do Senado Federal e suas duras críticas ao posicionamento da direção do PT nos processos do Conselho de Ética. Respeito sua posição e considero um direito legítimo você expressá-la para a militância do PT e para a sociedade, bem como continuar lutando por uma reforma profunda no Senado.
Mas não posso concordar com sua renúncia da liderança da bancada do PT. Você tem todo o apoio de nossos Senadores e Senadoras. A bancada e eu consideramos você, Mercadante, imprescindível para a liderança.
Não tem sido fácil construir alianças e aprovar projetos tão relevantes ao nosso governo para superarmos a grave crise da economia internacional, como estamos superando, distribuir renda, implantar novas políticas públicas e melhorar a vida do nosso povo. Todo esse processo depende do Senado. Você tem contribuído decisivamente e sua liderança é fundamental para as nossas lutas no Senado.
Mercadante, estamos juntos há trinta anos, travando as lutas que interessam ao povo brasileiro e mudando a história do País. Dificuldades e divergências fazem parte dessa caminhada, mas são menores do que ela. Em nome dessa história e dessa caminhada, fique na liderança.
Esse é um pedido sincero de um velho amigo e sempre companheiro.

Luiz Inácio Lula da Silva

Mais uma vez na minha vida, o Presidente Lula me deixa numa situação em que eu não tenho como dizer não. Não tenho. Não tenho, como não tive muitas vezes.
Eu, de forma muito sincera, quero pedir desculpas à Regina, ao Pedro, à Mariana, meus filhos, sei qual é o sentimento deles, profundo, que acham que, do ponto de vista pessoal e mesmo político, eu tenho pagado um preço maior do que deveria. Mas eu tenho convicção, convicção profunda, de que, mesmo que seja alto, alguns, seguramente, são decorrentes dos meus erros, das minhas deficiências, mas esse sacrifício ajuda a mudar a vida de milhões de pessoas, a fazer um Brasil melhor. E esse Governo Lula fez este Brasil, está construindo este País.
Por isso, como diz o Presidente, dificuldades e divergências fazem parte da nossa caminhada, mas são menores do que ela.
Eu não tenho como dizer não ao Presidente.
E eu termino com uma frase de M Joyce: “Os erros dos homens podem ser portas de novas descobertas”.
Esta Casa errou, o meu Governo errou, o meu partido errou, nós erramos, eu errei, porque essa não é a solução que o Brasil espera e de que o Brasil precisa.
Só espero que aprendamos, sinceramente, com esses erros e sejamos capazes de construir novas descobertas.
E Dom Moacyr Grechi, um bispo muito importante no Norte do País, disse que, quando a gente está remando uma canoa num rio e entra água, a nossa atitude não deve ser pular da canoa; deve ser tapar o buraco. Esta é a primeira atitude: tapar o buraco. Por isso, eu vou continuar a minha luta dentro do PT. Quero levar esse debate para as bases do PT, quero mudar o rumo do PT, quero que o PT ajude a mudar o rumo do Governo na política e sustentando todos avanços econômicos e sociais.
Peço a muitos companheiros e companheiras que acho que pedem a minha saída hoje, especialmente a minha família, sinceras desculpas, mas, com a história que tenho com o Lula, com a minha história de militância, com o que nós fizemos juntos e podemos fazer juntos pelo Brasil, eu não posso dizer não ao Presidente da República e ao meu velho companheiro Luiz Inácio Lula da Silva.
Muito obrigado.
Senador Augusto.
O Sr. Augusto Botelho (Bloco/PT – RR) – Senador, eu gostaria de fazer um aparte a V. Exª. Estou falando em nome do Tião Viana também, que pediu que eu falasse, e do Suplicy, que disseram que qualquer atitude que V. Exª tomasse nós o apoiaríamos. Quero reafirmar que o que V. Exª contou aí, essa história das reuniões que houve, realmente a nossa posição foi sempre por fazer uma apuração.
Mas eu também gostaria de informar pessoalmente que eu nunca fui nem “sugerido”, nem pressionado a tomar uma atitude que não estivesse de acordo com minha consciência dentro das nossas reuniões, na nossa bancada. E tenho certeza de que os dois também ficarão satisfeitos, porque a nossa posição manifesta, naquela reunião que tivemos logo após o Conselho de Ética, foi de que V. Exª não se afastasse da liderança. E mais uma vez temos que tirar o chapéu para o Presidente Lula, porque ele fez o que acho que nós, Senadores do partido, queríamos que acontecesse: que V. Exª não se afastasse da liderança, apesar de todos os motivos que V. Exª expôs. E é um gesto de grandeza de V. Exª, por tudo o que V. Exª nos explicou e por todas as posições que tomou perante nós, o de permanecer na liderança. Acho que realmente o que está na frente é um projeto maior de Nação. Quando V. Exª fala no Bolsa Família, eu me lembro das escolas técnicas, das universidades, de muitas coisas que têm mudado neste País. Eu vejo a diferença nos Municípios pobres quando eu vou lá em Roraima, de oito anos para cá. O salário mínimo passar de US$60 para US$250 foi uma coisa importante neste País. Eu entrei aqui sonhando com US$100 dólares; nós estamos com US$250. E V. Exª, como eu já disse várias vezes, que é um Senador que tem muito conhecimento, que é um professor realmente, só vai contribuir mais para o Brasil e para o projeto político do nosso partido. Parabéns pela decisão de V. Exª e continue contando com o nosso apoio irrestrito.
O SR. ALOIZIO MERCADANTE (Bloco/PT – SP) – Muito obrigado, Senador Augusto Botelho.
Obrigado, Presidente.

País convive com uma das maiores taxas de homicídio

Site do Senado Federal

O Brasil detém uma das maiores taxas de homicídios no mundo, com aproximadamente 48 mil mortes por ano. Nos últimos cinco anos, o número de crimes contra o patrimônio, espalhados pelas principais capitais, teve um crescimento médio de 23%. Esses dados, da Secretaria Nacional de Segurança Pública, estão no texto-base da 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública (Conseg). O documento, elaborado pelo Ministério da Justiça com contribuições das entidades representadas no fórum preparatório e na comissão organizadora da 1ª Conseg, foi o ponto de partida para o debate nacional proposto pela conferência.
No texto, registra-se que o processo de constituição dos centros metropolitanos brasileiros foi acompanhado pelo aumento sensível das taxas de criminalidade, com roubos, sequestros, furtos e homicídios, afetando de maneira cada vez mais grave o cotidiano das grandes cidades do país. Outro dado citado no texto é o de que, entre os anos de 1980 e 2004, a taxa de homicídios praticamente triplicou: "Além de produzir um número alarmante de vítimas, o crescimento da criminalidade urbana carrega em si o aumento do medo e da sensação de insegurança, transforma o cotidiano das cidades e aparta, de maneira profunda, grupos sociais".
Também são lembrados os altos custos que os crimes representam para o país, como os valores gastos com o sistema de saúde, as perdas decorrentes do comprometimento da força produtiva e o afastamento de investimentos de determinadas regiões.
O texto-base acrescenta que, para completar o quadro, existe a percepção de que os níveis de violência alimentam a descrença e a desconfiança nas instituições. Essa circunstância, diz o documento, acaba por enfatizar estratégias privadas de resolução do problema.